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ALLIE X revela que “True Love is Violent” foi escrita originalmente para Madonna

Para Alexandra Hughes, mais conhecida pelo seu nome artístico Allie X, a música é um veículo para a memória. “Cada música é uma peça de mim: uma memória, uma fantasia, realidade. A ideia é juntar todas e tentar encaixá-las”, explica a nascida canadense, residente em Los Angeles jovem cantora-compositora. Esse fantasma de reestruturação se manifesta claramente em seu recém-lançado álbum de estreia, “CollXtion II”, o altamente aguardado projeto que dá sequência ao EP do ano passado, “CollXtion I”.
Apesar do pop ser degradado por quem está de fora, Allie X lembra seus ouvintes que não se deve confundir simplicidade com futilidade. A artista usa com sucesso sua música para navegar pelas camadas da vida, construir sua identidade e como m significado para um melhor entendimento das relações com as pessoas ao seu redor. No caso do “CollXtion II”, a clareza é entregue com mais impacto através de acordes pop.
Esses temas seguem firmes ao longo do álbum, desde o primeiro single “Paper Love”, que é uma dolorsa narrativa de um coração partido, até a faixa de encerramento, “True Love is Violent”, uma música escrita originalmente para Madonna, mas uma que X amou tanto que manteve para si mesma. “Vintage”, co-escrita com o fenômeno australiano Troye Sivan, interpreta a cena de um clássico filme romântico. Em “Need You”, X divide versos com o vocalista convidado Nate Campany do Valley Girl da mesma forma que ex-amantes se tocam em seus últimos momentos. “Simon Says”, que evoca a tragédia suspirante de Lana Del Rey, narra a alarmante isolação que cresce como erva daninha em relacionamentos tóxicos.
Equilibrio é a chave em CollXtion II e batidas enérgicas são temperadas com cruas frases de impacto. Por exemplo, a crescente no hino pop “That’s So Us” é mantida perto do chão cada vez que Allie X mortifica, “Você não me faz querer morrer”. O melhor exemplo do jogo que a cantora e compositora faz usando luz e sombras é, no entando, “Old Habits Die Hard” que é uma peça de do paraíso synth-pop com suas batidas fortes, vocais penetrantes e letra impensada.
O delicado equilibrio de entregar letras cruas com synth-pop pesado é um díficil de conseguir, mas Allie X consegue no CollXtion II. Chreio do começo ao fim com fortes hinos felizes aos sintetizadores, CollXtion II explora o lado mais complicado dos relacionamentos, com o toque de assinatura kaleidoscópica da cantora-compositora.
Nos encontramos com Allie para falar de CollXtion II, que já está disponível.

Amo o tema de medicamentos e tratamentos em sua música. De onde você acha que isso vem?
Não tenho certeza. Vem do meu subconsciente, eu acho. Passei muito tempo em hospitais e muito tempo sendo mal-tratada.

Que temas você explora no CollXtion II?
O tema de identidade está sempre em meu trabalho. Especificamente com o CLX II é o conceito de perder e assumir a personalidade de alguém. Cada música é uma parte de mim, uma memória, uma fantasia, realidade. A ideia é juntar todas e tentar encaixá-las.

Como isso se desenvolveu de seu som anterior?
CLX II é muito mais mínimo, em termos de produção. No passado eu fazia a abordagem oposta e enchia o trabalho de camadas até que eu não conseguisse mais. Agora eu tento estar focada apenas nas melhores e mais importantes partes do arranjamento.

Você tem sido muito restrita com sua pessoa pública. Qual foram algumas das razões pelas quais você quis manter o mistério no meio de Allie X?
Quando me tornei X, parte da intenção era deixar os pratos limpos e dar a mim mesma a liberdade de ser quem quer que eu precisasse ser. Para criar minha própria verdade. Senti que precisava de privacidade para fazer isso.

Você sente que tem que lutar para manter o mistério ao redor? A indústria cresceu para ser mais confortável para artistas fazerem suas decisões em suas pessoas públicas?
Boa pergunta. Não tenho lutado tanto já que eu fiquei mais confortável com meus fãs e em ser uma pessoa pública. Acho que a indústria permite mais liberdade, mas a era da internet permite menos privacidade.

Como é seu processo de composição? Como ele se difere do processo de co-escrever para alguém?
Quando escrevo para mim mesma vai além da ideia inicial. Realmente assumo as rédeas e trabalho até que se encaixe. Produção, letras, etc. No processo de co-escrever, eu sou muito menos apegada e fico feliz de ver uma música ganhar um lar.

Qual a história por trás de ‘True Love is Violent’?
Escrevi com Leland e Chris Braide no que era para ser enviada para Madonna, eu acho?! (Risos) Enfim, nós todos nos apaixonamos de cara e eu peguei essa para mim.

Os visuais por trás de sua música são incríveis, eles parecem deixar o aspecto visual como uma parte muito maior do produto criativo. Quem são as pessoas que tem inspirado você, visualmente e sonoramente?
Ah, obrigada. Sou inspirada pela moda, cinema (Kubrick, Polanski…), Tumblr, drags, teatro e cores e climas.

Li algumas entrevistas aonde você discute saúde mental e ansiedade, e você parece navegar sobre tudo isso com um incrível nível de auto-consciência e graça. Como você mantém sua cabeça em ordem em uma indústria tão complicada?
Mana, eu fico feliz de passar essa impressão. Dou crédito a mim mesma pela auto-consciência, mas eu sou uma pessoa muito sensível e fico muito mal por trás das câmeras, com uma frequência rotineira. Todos esses giros me deixam tonta.

O que será o resto de 2017 para Allie X?
Espero encontrar muitos de meus fãs e espero que muitas pessoas possam ouvir minhas músicas.