Qual era o seu estado de mente quando começou a gravar este álbum?
Quando comecei, achei que seria mais fácil porque agora estou morando em Los Angeles. É meio que uma máquina pop aonde eu tenho acesso a todas essas pessoas criativas. Pensei que conseguiria agendar seis meses, trabalhar duro e ter um álbum pronto. Tentei forçar e não acabava saindo nada. Escrevi tantas músicas que não entraram no álbum. Então voltei pra casa, no Canadá, para umas férias e no final do verão comecei a olhar para as músicas do jeito que eu estava acostumada: sendo eu mesma com meu telefone e computador. É aí que os sons começaram a se unir e eu escrevi minhas músicas favoritas do álbum.

O álbum é notavelmente mais upbeat que o anterior – especialmente quando comparamos uma música vertiginosa como “Paper Love” com as letras sobre vitimismo em “Catch”. O que esteve por trás dessa mudança?
Não acho que eu estava conscientemente tentando ser upbeat. Mas eu estava olhando muito conscientemente para as produções e sons. Estava tentando minimalizar e realmente focar no rítimo e nos graves. Acabei chegando à conclusão de que o jeito que eu lidava com produções era… errado. Eu enfiaria camadas e camadas de som no limite e quando eu não pudesse mais acrescentar camadas, eu colocava ainda mais! Dessa vez, foi o oposto. Foi tipo, quais são as partes que eu não posso viver sem e como fazemos essas partes soarem o melhor possível?

Como você amadureceu como artista no tempo entre o primeiro álbum e este?
Estou mais desinteressada [risos]. Aprendi mais sobre a indústria da música. Sou mais aberta com os fãs. Acho que eu estava tentando esconder tudo sobre eu mesma, e agora estou conseguindo ser um pouco mais vulnerável e revelar mais sobre eu mesma.

Artistas como Miley Cyrus e Lady Gaga estão indo para uma fase mais “acústica”, enquanto sua música é muito dance e indie. Como você mistura fazer música pop enquanto tenta algo que desafia os limites criativos?
Sou uma artista pop. Então tenho que estar consciente do que está no rádio. Se você vai para uma sessão aonde deve fazer demos e enviar para artistas aleatórios, é tipo “Pra quem vamos enviar? O que está no rádio no momento?”. Isso é parte dessa cultura, mas ao mesmo tempo estou tentando encontrar essa linha da possibilidade de algo que pode ser um hit total mas ao mesmo tempo que não segue padrões. Não acho que encontrei isso. Com esse álbum eu estou dizendo um grande “foda-se”. Irei fazer algo que é realmente legal e que sei que meus fãs irão amar, e isso é o suficiente para mim”.