ALLIE X para SPINDLE Magazine

Publicado em 20/07/17 por Wizard of X

Oi Allie, como você está? Você poderia se apresentar?
Estou bem, curtindo meu dia. Sou Allie X, uma artista multimídia, eu trabalho com o conceito dio X, estou buscando encontrar meu eu completo e eu serei X até que isso aconteça.

Como você descreveria seu som? Como você o desenvolveu?
É eletrônico e sem edições dream pop. Allie X veio de anos de experimentação e de aprendizado sobre como se produzir.

De onde o nome Allie X deriva?
Tenho sido uma pessoa muito confusa no que se trata de quem eu realmente sou. Se tornar Allie X me tira a pressão de ter que saber, e você preenche os espaços vazios com a possibilidade de qualquer coisa.

Seus clipes tem uma energia surreal, o quão envolvida você é no processo criativo para seus visuais?
Sou super envolvida em tudo, muito controladora em um bom e mal sentido. Não sou uma artista visual, mas sou boa em curar e sei exatamente o que eu quero, e dito o ambiente de tudo. Trabalhei com artistas muito talentosos, e tenho muitos fotógrafos e diretores que eu gostaria de ter a chance de trabalhar.

Você tem uma equipe específica com quem trabalha?
Não exatamente, é mais como um amontoado de gente. Fotografei a arte de CollXtion I e CollXtion II com Eddie Chacon, ele é muito bom o os visuais mais estereis, abstratos e limpos. Trabalho com Jungle George, ele tira a maior parte de minhas fotos para o Instagram, ele está mais envolvido com a abstração de baixo perfil. Gosto de fazer minhas pesquisas sobre quem eu quero trabalhar.

Seu clipé de CATCH foi um grande GIF, de onde veio essa ideia?
Esse foi Jérémie Saindon, que é um diretor franco-canadense, houve muita troca de visuais e muitas fotografias que referenciamos. Tinha muito a ver com o conteúdo lírico da música. Sempre me senti atraída para GIFs porque é uma imagem tão forte mas tem muito que não é dito e muito espaço aberto para a imaginação.

Quais são suas maiores influências?
Sou muito influenciada visualmente, por exemplo Kubrick, Polanski. Gosto de começar quando eu começo a pensar sobre meu projeto e o escopo dele, e visualizar como ele se parecerá. Li muito de Murakami quando estava trabalhando em minhas primeiras músicas e eu amo surrealismo, gosto de chamar de surrealidade, quando parece quase surreal, mas é no mundo real. Sou atraída também pela estética do tumblr.

Qual foi a inspiração por trás do seu novo álbum, CollXtion II?
É sobre olhar para as peças de quem você é no momento e tentar entender como você se tornou a pessoa que você é no momento. Pessoalmente para mim, eu me sinto confusa sobre quem eu sou e o que esteve em mim desde sempre e o que foi criado pela dor e experiências, e tentando reconciliar isso. Cada música é uma parte de mim, seja uma memória, sonho, fantasia ou realidade. Apenas tentando colocar tudo junto e ocupar os espaços vazios com essa ideia de X.

Quais são seus planos pro resto de 2017?
Quero ter meu álbum ouvido pelo máximo de pessoas possível, e me conectar com o máximo de fãs possível. Quero atingir um nível alto de arte e extrapolar os limites, e ao mesmo tempo trabalhar em algo que seja relevante e que possa ajudar as pessoas.